CDL Euclides da Cunha

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Inadimplência desacelera em 2016 e fecha dezembro com 58,3 milhões de brasileiros negativados

Em 2016, o PIB brasileiro caiu pela segunda vezconsecutiva e no último trimestre ajustes começaram a ser realizados para que opaís consiga sair da crise. Ainda assim, 2017 inicia com uma conjunturaeconômica em recessão. Diante desse quadro, o número de negativados cresceu,alcançando 58,3 milhões de consumidores em dezembro de 2016, segundo estimativado SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Apesarde expressivo, o número mostra uma desaceleração da taxa de crescimento dainadimplência. Em janeiro de 2016, a estimativa era de 57,6 milhões deconsumidores, o que mostra um aumento de 700 mil casos ao longo do ano. Nomesmo período de 2015, porém, o aumento foi de 2,5 milhões.

O dado revela que 39% da população brasileiraadulta está registrada em listas de inadimplentes, enfrentando dificuldadespara realizar compras a prazo, fazer empréstimos, financiamentos ou contraircrédito. “A explicação para a desaceleração do crescimento da inadimplênciadesde o primeiro trimestre do ano reside no fato de que o próprio cenário derecessão da economia, que reduziu a capacidade de pagamento das famílias,também restringiu a tomada de crédito por parte dos consumidores”, afirma opresidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “Isso quer dizer que o consumidorencontra mais dificuldade para se endividar e, sem se endividar, não pode ficarinadimplente”, explica.

Queda da inadimplência na variação mensal

Apesar do crescimento do número de negativados noacumulado de 2016, o dado de dezembro ficou abaixo do observado em novembro. Oindicador mensal de devedores apresentou um recuo de -0,41%. Segundo aeconomista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, “o movimento é típico daépoca, que concentra o pagamento de direitos como o décimo terceiro. A injeçãodesse recurso na economia é uma oportunidade para o consumidor com dívidasquitar suas pendências.”

Já na comparação entre 2016 e 2015, o indicadoravançou 1,44% – a menor variação para um ano desde o início da série histórica.“O dado confirma a tendência de desaceleração da inadimplência observada desdeo primeiro trimestre de 2016”, afirma Kawauti.

Sudeste concentra maior número absoluto de inadimplentes

De acordo com o indicador, a região Sudesteconcentra o maior número absoluto de consumidores negativados no país: 24,23milhões de brasileiros, o que representa 37,3% da população adulta da região. Asegunda região com maior número absoluto de devedores é o Nordeste, que contacom 15,74 milhões de negativados, ou 39,7% da população. Em seguida, aparecem oSul, com 7,96 milhões de inadimplentes (35,8% da população adulta), o Norte,com 5,34 milhões de devedores (46,0% do total da população residente) e oCentro-Oeste, que por sua vez, aparece com um total de 4,99 milhões deinadimplentes, ou 43,8% da sua população.

Quase metade da população entre 30 e 39anos está negativada

A estimativa por faixa etária revela que é entreos 30 e 39 anos que se observa a maior frequência de negativados. Em dezembro,quase metade da população nesta faixa etária (49,38%) tinha o nome inscrito emalguma lista de devedores – um total de 16,81 milhões. Também merece destaqueuma porcentagem significativa da população com idade entre 25 e 29 anos(46,65%) estar negativada, assim como os consumidores com idade entre 40 e 49anos (46,24% em situação de inadimplência).

Entre os mais jovens, com idade entre 18 e 24anos, a proporção cai para 19,38% – em número absoluto, 4,63 milhões. Já apopulação idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, a proporçãoé de 29,50%, o que representa 4,58 milhões de pessoas.

Número de dívidas diminuem 2,24% emnovembro

O indicador do SPC Brasil e da CNDL tambémanalisa o volume de dívidas em nome de pessoas físicas. Neste caso, a variaçãonegativa foi de -2,24% na comparação anual – dezembro de 2016 frente ao mesmomês de 2015.

O setor de comunicação, que engloba atrasos emcontas de telefonia, internet e TV por assinatura, foi o que mostrou a maior quedade dívidas em dezembro. Na comparação anual, as pendências de pessoas físicascom o setor caíram -17,77%. Os atrasos no comércio apresentaram uma retração de-3,90% e as dívidas bancárias, que contemplam atrasos no cartão de crédito,financiamentos, empréstimos e seguros, cresceram +0,78%. O setor que apresentoua maior alta foi o de água e luz, cujo crescimento foi de 13,62%, também navariação anual.

Em termos de participação, considerando-se maisuma vez o total do Brasil, os bancos concentram a maior parte das dívidasexistem no país: 48,26%. Em seguida, aparece o Comércio, com 20,04% dessetotal; o setor de Comunicação (13,07%) e o de Água e Luz, concentrando 8,55% dototal de pendências.

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidorsumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPCBrasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional deDirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se acapitais e interior das 27 unidades da federação.

Por: CDL Euclides da Cunha
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