CDL Euclides da Cunha

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
Delivery na pandemia impulsiona demandas da maquininhas

A ênfase em serviços de delivery durante apandemia impulsionou a demanda pelas chamadas “maquininhas”de pagamentos com cartão em 2020. Apesar da desaceleração econômicaprovocada pela covid-19, o país terminou o ano passado com 17,83 milhões determinais ativos de comunicação máquina a máquina (M2M, na sigla em inglês) dotipo usado em dispositivos móveis de pagamento. O total representa um avanço de18% frente a 2019.

“Durante a pandemia, muitos vendedoresprecisaram se reinventar e aderiram ao delivery e isso gerou a necessidade demaquininhas adicionais e que já fossem equipadas com chip [SIM card] para poderfuncionar em todos os lugares”, diz Ricardo Dutra, presidente-executivo doPagSeguro PagBank.

Ao fim do terceiro trimestre de 2020, o totalde vendedores ativos na base da companhia atingiu 6,3 milhões. Na comparaçãocom setembro de 2019, o crescimento foi de 1,3 milhão de vendedores ativos. Asdemonstrações financeiras do quarto trimestre ainda não foram divulgadas pelacompanhia. 

Presidente daStone, Augusto Lins destaca dois efeitos paradoxais provocados pela pandemia nomercado de meios de adquirência – captura, processamento e liquidação dastransações com cartão. O fechamento de estabelecimentos comerciais em virtudeda pandemia, alguns de forma definitiva, provocou perdas para as adquirentes,mas acabou por alavancar um segmento específico.

“O volume detrabalhadores autônomos cresceu, porque as pessoas [desempregadas] tiveram debuscar atividades paralelas”, diz o executivo, referindo-se à base de clientesda companhia

Dados da AgênciaNacional de Telecomunicações (Anatel) compilados pela consultoria Telecoindicam que no segundo trimestre de 2020, período mais agudo dapandemia no Brasil até agora, chegou a haver recuo no número determinais de dados M2M do tipo padrão. Estão incluídos nessa categoriadispositivos de comunicação máquina a máquina nos quais o funcionamento dependede intervenção humana. “São, quase na sua totalidade, maquininhasde cartão de crédito, explica Eduardo Tude, presidente da Teleco.

Para um analistade mercado que prefere não ter seu nome citado, a liberação do auxílio emergencialpelo governo federal e a popularização dos pagamentos on-linebeneficiaram diretamente as adquirentes. O desemprego em alta contribuiu para aabertura de negócios informais, acrescenta o especialista, o que se refletiunuma demanda maior pelos terminais de pagamento de empresas com foco maior emprofissionais autônomos.

“Nossa expectativaé de que tenha havido um aumento de 10% no volume total de pagamentos noBrasil em 2020”, estima o analista. O cálculoinclui pagamentos feitos com cartões de crédito e débito.

 

Por: CDL Euclides da Cunha
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