CDL Euclides da Cunha

sexta-feira, 30 de abril de 2021
Dia das Mães deve movimentar 24 bilhões de reais no varejo, mostra pesquisa CNDL/SPC Brasil


Levantamento realizado em parceria com a Offer WisePesquisas mostra que 77% dos consumidores pretendem ir às compras; sites eshoppings estão entre os principais locais de compra


Considerada pelos varejistas como a principal datacomemorativa do primeiro semestre, o Dia das Mães deve aquecer as vendas pelospróximos dias. Levantamento feito em todas as capitais pela ConfederaçãoNacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito(SPC Brasil), em parceria com a Offer Wise Pesquisas, revela que 77% dosconsumidores devem realizar pelo menos uma compra no período — o dado ficabastante próximo dos 78% observados em 2019, antes da pandemia da COVID-19.

Em números absolutos, a expectativa é de queaproximadamente 122,9 milhões de brasileiros presenteiem alguém esteano, o que deve movimentar uma cifra próxima de R$ 24,3 bilhões nossegmentos do comércio e serviços.

Embora o percentual de consumidores que devem ir àscompras seja maior do que o do ano passado (68%), a maior parte dos compradoresestá receosa em aumentar gastos este ano, sobretudo diante do cenário depandemia e de crise econômica. Cerca de 34% dos consumidores esperam gastarmenos do que no último ano, enquanto 30% planejam gastar o mesmo valor. Entreos que pretendem gastar menos, 40% citaram o cenário econômico pior que noúltimo ano, 37% disseram que estão com o orçamento apertado e 28% mencionaramas incertezas quanto ao cenário econômico e finanças pessoais. A pesquisamostra ainda que 98% daqueles que pretendem gastar menos foram influenciadospela pandemia da COVID-19.

Por outro lado, considerando os que vão gastar mais(24%), 53% disseram que querem dar presentes mais caros, 50% irão comprar umpresente melhor e 32% têm intenção de compensar a situação de isolamento socialda pandemia

“O levantamento mostra sinais de crescimento dasvendas em relação ao ano passado, retornando aos parâmetros de antes dapandemia, mas vemos que, diante da situação sanitária, de crise econômica e dedesemprego, o consumidor brasileiro ainda está cauteloso na hora de gastar”,destaca o presidente da CNDL, José César da Costa. “De qualquer forma, a datase mantém como uma das mais importantes do varejo e o brasileiro mantém atradição de presentear as mães, até mesmo como uma forma de compensar odistanciamento social imposto pela pandemia”, completa Costa.

 

Roupas, calçados e acessórios devem ser os líderesde venda neste ano; consumidor vai desembolsar R$ 197 com presente

A pesquisa ainda revela que no Dia das Mães desteano, os produtos campeões de venda devem ser as roupas, calçados e acessórios(49%), perfumes (42%), cosméticos (28%) e chocolates (21%). O ranking ainda éformado por flores (18%), maquiagem (14%), utensílios de cozinha (12%) ecelular/smartphone (11%).

Em média, cada cliente deve adquirir dois presentese apenas 28% dos entrevistados que vão presentear a própria mãe vão consultarpara descobrir o que ela deseja ganhar. 27% dos entrevistados devem gastarentre R$ 51 a R$ 100 com os presentes. Já considerando a média total de gastos,o brasileiro deve desembolsar R$ 197,46.

As lojas físicas aparecem como o principal local decompras dos brasileiros, 69% dos entrevistados afirmaram que pretendem comprara maioria dos presentes fisicamente sobretudo nos shopping centers (26%) e emlojas de rua (20%).

A internet aparece como local de compra de 57% dosconsumidores, principalmente nos sites e lojas virtuais (38%). Para osentrevistados, os fatores que mais pesam na escolha do local de compra são aatratividade do preço (45%), as promoções (36%), a qualidade dos produtos (35%)e frete grátis (29%).

De acordo com o levantamento, os entrevistados têma intenção de presentear não apenas as próprias mães (79%), como também asesposas (18%) e sogras (18%).

 

81% pretendem fazer pesquisa de preço antes decomprar; 76% consideram que os preços dos produtos estão mais caros em 2021

Perguntados se pretendem fazer pesquisa de preçoantes de irem às compras, a maioria dos entrevistados (81%) afirma que sim,principalmente (81%) pela internet, seja em sites/aplicativos (70%) ou nasredes sociais (43%). Já 65% fazem pesquisa sem o uso da internet,principalmente nos shoppings (40%), em lojas de rua (31%) e através depanfletos de lojas (16%).

Os sites e aplicativos mais utilizados parapesquisar preço são os de lojas varejistas (78%), os buscadores (63%) e os decomparação de preços (47%).

De acordo com a pesquisa, 76% dos consumidoresconsideram que os preços dos produtos estão mais caros este ano na comparaçãocom o ano passado, 19% acreditam que estão na mesma faixa de preço e 5% queestão mais baratos.

Outra constatação do estudo é que a maioria dosconsumidores pretende não se endividar no Dia das Mães, dando preferência parao pagamento à vista (72%), sendo que em 40% dos casos o pagamento será emdinheiro e em 28%, no cartão de débito. O pagamento a prazo será escolha demais da metade (52%) dos entrevistados, sobretudo no cartão de créditoparcelado (28%) ou em parcela única também do cartão de crédito (22%). Entre osque dividirão as compras, a média será de quatro parcelas, isso significa que oconsumidor só se verá livre desse compromisso em meados de setembro.

“Em um momento em que as pessoas estão inseguras emseus empregos, comprar o presente à vista em dinheiro pode ser uma boa alternativapara fugir do endividamento e evitar comprometer a renda no futuro”, orienta aespecialista em finanças da CNDL, Merula Borges.

Sobre os cuidados com o orçamento, a pesquisa aindasinaliza que muitos dos consumidores já extrapolaram o limite de endividamento:30% dos que pretendem presentear no Dia das Mães estão com contas em atraso e,destes, 64% estão com o nome sujo atualmente.

Outro comportamento imprudente é que 33% daspessoas ouvidas admitem ter o costume de gastar mais do que podem para agradaras mães com presentes na data e 13% reconhecem que podem deixar de honrar algumcompromisso financeiro para ir as compras neste Dia das Mães.

Merula Borges alerta sobre a importância doplanejamento em datas comemorativas, para que o lado emocional não sesobreponha à realidade financeira do consumidor. “O gasto com o presenteprecisa caber no orçamento. Antes de sair para as compras é essencial que oconsumidor analise suas contas e seus gastos básicos e defina com clareza oquanto pode gastar, dentro de uma análise realista. Para evitar que uma datacomemorativa leve o consumidor ao descontrole das finanças e acabe virandomotivo de preocupação, ele precisa ser um consumidor planejado para não cederàs compras por impulso”, orienta a especialista em finanças.

Maioria pretende comemorar a data na casa da mãe

Apesar dos alertas para que a população eviteeventos sociais e aglomerações, o local da comemoração da data deverá seguir atradição para a maioria dos brasileiros: 41% dos entrevistados planejamcomemorar na casa da mãe, 36% em sua própria casa, e 8% vão comemorar àdistância, através de vídeo chamada ou telefone. Considerando aqueles que devemcomemorar à distância, 88% citam a pandemia como motivadora.

A pesquisa ainda detectou que 11% dosconsumidores devem recorrer a estratégia de dividir o valor das compras comalguma outra pessoa. O rateio será feito, principalmente, entre irmãos (43%),outros familiares (31%) e com o pai (20%). Aliviar o bolso em um momento dedificuldades econômicas é a principal razão para quem vai dividir o pagamentodos presentes com alguém próximo: 28% querem dividir o pagamento devidoaos efeitos negativos da pandemia sobre o orçamento, 21% querem dar um presentemais caro, e 13% afirmam que os preços estão muito altos.

A maioria dos entrevistados (44%) pretendem compraro(s) presente(s) na primeira semana de maio, 27% no mês de abril e 16% nasvésperas do Dia das Mães.

“O recomendável é sempre evitar compras de últimahora, pois na pressa acaba não sobrando tempo para pesquisar preços e analisaro orçamento. Ir às compras com calma e com tempo para pesquisar é sempre aforma mais segura para evitar furos no orçamento. Nesses casos, a internet éuma grande ferramenta de pesquisa”, analisa Merula Borges.

 

Por: CDL Euclides da Cunha
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